quinta-feira, 30 de agosto de 2012


NÍNIVE OU TÁRSIS?

“Veio a palavra do SENHOR a Jonas... dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive... Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis...”

Parece até um problema de comunicação, não é mesmo? Deus diz para Jonas: “...dispõe-te e vá pregar em Nínive!!!” e a Bíblia diz:  “...Jonas se dispôs e foi  para Társis...” Será que houve falha na comunicação? Impossível! A Bíblia nos relata que Jonas entendeu bem a ordem e tentou ir para Társis a fim de FUGIR da presença do Senhor; e aprendemos algo muito importante aqui: Nós não queremos ir a Nínive! Nós não sentimos nenhum desejo de aparecer por lá! Nós não temos nenhuma capacidade de ir até eles, porque nenhum descendente de Adão acha compatibilidade entre os seus desejos e os desejos de Deus!

Nínive é símbolo da obra de Deus que deve ser realizada. Nínive é símbolo do grandioso número de pessoas que ainda não ouviu o Evangelho e que, talvez, esteja mais próximo de nós do que podemos imaginar. Nínive é a direção apontada pelo Senhor! Mas há uma crise estabelecida aqui. Ir a Nínive significa deixar muitas coisas das quais amamos muito: Nossos conceitos, ou nossas ideias preconcebidas ou preconceituosas, nossa zona de conforto, nosso convívio familiar, nosso convívio com alguns amigos preciosos, o adiamento dos nossos planos, e etc, etc. Em que pese às consequências, o inverso é óbvio e perigoso: Ir para Társis significa levar uma vida segundo o nosso coração, significa empreender um esforço na direção contrária – para “...fugir da presença do Senhor...”.

Em tese, o maior erro de Jonas foi o de imaginar-se em Nínive sem estar na força e no poder do Senhor! E bem poderíamos dizer que temos muitos Jonas nas igrejas hoje – pessoas que poderiam estar realizando uma grande obra, mas não o fazem porque ainda não se viram com o Senhor da Seara ao lado.

Chegamos, então, a seguinte máxima: Somente nos envolveremos efetivamente no trabalho que Deus quer se partirmos no poder e na força dele! Jamais poderíamos pensar em obedecer à ordem do Senhor Jesus “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações...”, sem considerarmos a última parte do versículo 20: “...E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século...”.

Que Deus nos dê fé para vê-lo ao nosso lado na realização da obra DELE!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012


DEUS ESTÁ DE PARABÉNS!
                               
O ano de 2012 se apresenta para mim, particularmente, como um ano mais do especial!
                      
Quando fazemos aniversário como é o meu caso domingo, 26 de agosto, invariavelmente fazemos uma introspecção, a fim de nos avaliarmos, em que pese às consequências desse ato. Mas, ao fazê-lo, descobri coisas fundamentalmente importantes para a minha vida nesse ano mais que especial - por favor me acompanhem: Hoje, sexta feira, 24 de agosto, completo 4 anos de ministério em San Martin. Para alguns pode parecer pouco tempo, mas, nos dias de hoje, um pastor ficar um mês a mais em uma igreja é sinônimo de vitória. Ou porque o pastor não é o servo de Deus que deveria ser, ou porque a igreja não é a igreja que deveria ser para o pastor. Mas esse não é o nosso caso, pois sou sim um servo de Deus e pastoreio, sim, uma igreja gloriosa, que ama o Senhor, e que tem me honrado como seu pastor.
                               
Mas continuando na digressão que fiz, notei algo muitíssimo importante: Domingo, 26 de agosto de 2012, completo o meu primeiro ano após os 50. Fato importante, porque estou caminhando rumo à maturidade dos anos – a “melhor idade” me espera!
                               
No dia 27 de outubro de 2012, nossa IBSM completará 50 anos de existência. Fato absolutamente relevante! Serei, se Deus quiser, e com a ajuda dEle, o pastor dos 50 anos! Faremos grandes comemorações, e o meu nome estará para sempre fazendo parte da história desta querida igreja.
                               
Seguindo com as minhas elucubrações, no dia 15 de dezembro de 2012, com a graça de Deus, estarei casando minha querida filha Mariana com o meu querido genro Pedro. Mas esse não será um casamento qualquer, não! Sentimentalmente falando, será o casamento de uma filha com um genro que se tornou um filho muito querido. Podem imaginar a alegria que estarei sentindo naquele dia?
                               
Por tudo isso posso tomar emprestado a divisa que usaremos em nossas conferências de aniversário de 50 anos, e dizer:

“ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR.”

Que Deus fiel é o nosso Deus! Obrigado, Senhor, pelos 4 anos de ministério em San Martin. Obrigado por me permitir completar 51 anos de idade. Obrigado por me conceder a honra de celebrar os 50 anos de nossa querida IBSM. Obrigado pela alegria de casar minha filha com um servo de Deus maravilhoso.
                               
Sou bem aventurado! Não mereço nada dessas coisas, mas Deus, além de perdoar os meus pecados e me conceder vida eterna, ainda faz “...infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos...”

A Ele seja a glória! Amém.

Pr. Élio Morais

quinta-feira, 9 de agosto de 2012


UNIDADE DA IGREJA,
UMA RESPONSABILIDADE PESSOAL (3)

                               Na pastoral de hoje quero falar sobre a UNIDADE DA IGREJA sob a ótica da COMUNHÃO.

                        Tem sido muito comum alguns irmãos alegarem que o fato de não virem à igreja regularmente não significa que não estão bem com Deus. Desculpem-me, prezados, mas não posso concordar. Quem está em plena comunhão com Deus quer estar onde o povo de Deus está! Quem está em plena comunhão com Deus quer estar onde o povo de Deus está adorando, onde o povo de Deus está aprendendo, onde o povo de Deus está orando.

                        Infelizmente algumas pessoas se frustram com alguns irmãos e abandonam Aquele que jamais frustrou alguém! Infelizmente algumas pessoas se decepcionam com outras e deixam de vir à casa dAquele que jamais decepcionou alguém!

                        Estou absolutamente certo de que não estou falando nenhuma inverdade, pois, se observarmos o que o autor de Hebreus vai dizer no capítulo 10, verso 25, chegaremos facilmente a essa conclusão, vejam:

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.”

                        Queridos irmãos quando há uma frequência regular aos cultos certamente há um maior COMPROMETIMENTO da nossa parte! É congregando regularmente que estaremos a par das necessidades da nossa igreja! É congregando regularmente que ficaremos sabendo das dificuldades por que passam os nossos irmãos! É congregando regularmente que daremos o apoio à liderança da igreja no que concerne ao alcance dos alvos lançados!

                        Há uma grande diferença, prezados, em estarmos ENVOLVIDOS e estarmos COMPROMETIDOS!!

                        Insisto em que cada irmão DESCUBRA qual a sua função nesse corpo maravilhoso que é a IGREJA. Aquele membro que não está exercendo o seu papel no corpo está ENTERRANDO talentos e está fazendo uma grande falta para a igreja.

                        Que Deus nos ajude a sentirmos prazer em estar na casa do Senhor!! Que Deus nos ajude a participarmos intensamente dos trabalhos da nossa igreja!! Que Deus nos ajude a termos alegria em CONGREGAR!!


“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR.”
Sal. 122. 1

Pr. Élio Morais

segunda-feira, 6 de agosto de 2012


UNIDADE DA IGREJA,
UMA RESPONSABILIDADE PESSOAL!
Parte 2


Hoje quero falar da unidade sob a ótica das más conversações. Diz a Palavra de Deus em I Co. 15.33

“Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.”

De fato, prezados, não há nada mais nocivo para a UNIDADE da igreja do que as MÁS CONVERSAÇÕES e as CONTENDAS. Poderíamos, sem dúvida nenhuma, dizer que as MÁS CONVERSAÇÕES e as CONTENDAS são os maiores inimigos da UNIDADE e do bem estar da igreja. Onde se espalha a contenda estabelece-se a FALTA DA COMUNHÃO entre os fiéis. 

O inimigo de Deus, meus prezados, dá gargalhadas quando a congregação está envolvida em MALEDICÊNCIAS. Se alguém tem o costume de falar do outro saiba que sempre que o fizer estará agradando a Satanás e provocando ira ao nosso Deus! No Salmo 34, versos 12 ao 15, a Palavra de Deus faz uma severa advertência:

“Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Refreia a língua do mal e os lábios de falarem dolosamente. Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la.”

Notem, prezados, que longevidade e dias felizes tem a ver com REFREIAR a língua do mal e, não somente isso, PROMOVER a paz! 

Uma igreja, queridos irmãos, que deseja a UNIDADE precisa se envolver no combate ÀS MALEDICÊNCIAS, AS CONTENDAS E AS MÁS CONVERSAÇÕES. Jamais seremos UNIDOS se não erradicarmos algo que é ABOMINAÇÃO para o nosso Deus, vejam:

“Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.” Prov. 6. 16-19.

Conclamo a todos, indistintamente, a vigiarem, promoverem a PAZ em nosso meio e se empenharem pela UNIDADE DA IGREJA, afinal, temos tanto pra fazer em um mundo que está perecendo sem Jesus. Que Deus nos ajude a sermos instrumentos dEle!! Amém.

Pr. Élio Morais

sexta-feira, 3 de agosto de 2012


UNIDADE DA IGREJA, 
UMA RESPONSABILIDADE PESSOAL!
PARTE 1

Tenho pensado muito ultimamente naquilo que deve ser um dos pilares para qualquer igreja não somente subsistir, mas permanecer forte: A UNIDADE.

Uma igreja que não tiver unidade não prevalecerá, pois ela fica extremamente frágil em sua base. Uma igreja que não tiver unidade não prevalecerá, pois ela fica sem alvo, ou, por outra, ela fica com vários alvos e provavelmente nenhum deles é alcançado. Uma igreja que não tiver unidade não prevalecerá, pois “um navio sem rumo nenhum vento lhe será favorável”. 

Mas daí surge a pergunta: Como fazer acontecer a UNIDADE numa igreja? Quais serão os passos em rumo dela?

Prezados, não tenho a pretensão de dar a última palavra sobre o assunto, mas entendo que no caso da igreja, a unidade não é uma filosofia, não é um ideal, não é um projeto. Na luz que Deus tem me dado eu entendo que unidade não é uma coisa, mas é uma pessoa: CRISTO.

Entendo meus queridos irmãos, que a UNIDADE da igreja passa pelo compromisso pessoal dos seus membros buscarem, quererem, se esforçarem, para que o Reino de Deus se estabeleça na terra.

Quando cada membro da igreja tiver como prioridade da sua vida o Reino de Deus e a Sua justiça, então, fatalmente, estaremos unidos – fatalmente a UNIDADE aparecerá. Ou seja, é a visão do reino, é o desejo do estabelecimento do Reino do Senhor Jesus, que fará vir à tona a UNIDADE do povo de Deus.

Dessa forma, pensando assim, a UNIDADE DA IGREJA é uma responsabilidade absolutamente pessoal. Somos responsáveis em pensar no Reino de Deus e não em nossas opiniões, desejos, ideologias, fisiologismos, etc. Somos responsáveis como membros do mesmo corpo a promover essa UNIDADE para que a igreja se estabeleça forte, coesa, pujante, vibrante e com um desejo insaciável de ganhar almas.

Como você tem agido na igreja do Senhor Jesus?

Pr. Élio Morais

quarta-feira, 25 de julho de 2012


AUSÊNCIA DA BÊNÇÃO, DE QUEM É A CULPA?

“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar;
nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir.”
Isa. 59.1

                               Não sou daqueles que invariavelmente relaciona a ausência das bênçãos do Senhor por causa de uma vida de pecados. Não sou daqueles que invariavelmente atribuem uma tragédia na vida de alguém por causa de pecados que aquela vítima estava cometendo. Muitas vezes a ausência das bênçãos tem a ver com algum tipo de tratamento que Deus está destinando a alguém e, muitas vezes também, alguma tragédia na vida de um crente tem a ver tão somente com a soberania de Deus e não com pecados que aquela pessoa tenha cometido.

                               Mas aqui o caso é diferente. Isaías está falando em nome do Senhor e parece que Ele quer justificar algumas coisas. Ele começa dizendo para o povo de Israel que Deus não está operando em suas vidas não é porque o Seu poderoso braço está encolhido, ou porque os seus ouvidos estão surdos. Na verdade, para entendermos o versículo primeiro temos que ler, no mínimo, o segundo versículo. E o segundo versículo vai dizer claramente o porquê do povo de Israel não estar experimentando as bênçãos e os livramentos do Senhor, vejam:
“Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos  pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.”

                               Isaías, falando em nome do Senhor, como que chama o povo de Israel a uma reflexão sobre as tragédias e angústias pelos quais eles estavam passando, e diz: NÃO É CULPA DE DEUS, NÃO! É CULPA DAS VOSSAS INIQUIDADES! É como se Isaías estivesse dizendo: O nosso Deus continua poderoso e pronto a operar maravilhas em nosso meio, mas o que está impedindo dEle agir são os VOSSOS PECADOS.

                               Se observarmos os versículos seguintes isso ficará mais claro ainda quando ele diz:

“Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidade; os vossos lábios falam mentiras, e a vossa língua profere maldade. Ninguém há que clame pela justiça, ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam no que é nulo e andam falando mentiras; concebem o mal e dão à luz a iniquidade.” V. 3 e 4

                               Devemos tirar lições desses episódios do passado, meus prezados irmãos! Nós devemos reavaliar as nossas vidas e procurar descobrir se nossas atitudes não estão fazendo separação entre nós e o nosso Deus.

                               O nosso Deus não mudou - Ele continua amoroso e poderoso. O nosso Deus quer derramar suas bênçãos sobre nós. Mas o nosso Deus continua odiando o pecando e tratando severamente com o pecador. Que façamos nossas avaliações para podermos receber os livramentos e as bênçãos das dadivosas mãos do Senhor. Amém.

Pr. Élio Morais

terça-feira, 24 de julho de 2012

O PECADO NÃO VALE A PENA!

                            Por diversos motivos!

                 O primeiro, é que ele desagrada profundamente o nosso Deus, que é santo e totalmente separado de qualquer coisa errada - entristecemos o Senhor quando pecamos. O entristecemos, porque quando pecamos estamos fazendo a vontade do inimigo dEle e das nossas almas, Satanás.

                        O segundo motivo, é que os resultados do pecado são desastrosos. Quem pratica o pecado deixará de ter uma consciência pura diante de Deus, o remorso será um sentimento que constantemente estará presente, e os desdobramentos daquilo que fazemos de errado, muitas vezes, ou melhor, na maioria das vezes, escapam do nosso controle e tomam formas surpreendentes. Não vale a pena!

                O terceiro motivo, é que quem opta em viver na prática do pecado está assumindo um ônus altíssimo, pois “O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE!”. Sempre na Bíblia o pecado está relacionado com a morte, e é muito simples de entender isso, pois o inimigo veio “PARA MATAR, ROUBAR, DESTRUIR.”

                A palavra mais generalizada para “pecado” é hamartia, que, juntamente com seus derivativos, significa transgressões contra a moralidade, as leis, os homens e, claro, a Deus. O termo “pecado” vem do grego hamartia, onde pode significar também “transgressão”. No grego clássico hamartia encontra-se com o significado de “errar o alvo”, desde que o mundo é mundo. O resultado de hamartia é considerado hamartema, “FRACASSO”.

                Outro dia fiquei impressionado vendo um vídeo de pescaria na TV, em como o pescador preparava a sua isca. Chamou minha atenção em como ele cobriu a garateia (conjunto de três anzóis), com apetitosos camarões que definitivamente escondiam os pontiagudos anzóis. Aquela isca tinha um endereço certo: um esfomeado peixe iria avançar sobre ela na expectativa de que ali estava algo bom para ele. Foi fatal! O pobre do peixe caiu na armadilha. Ao abocanhar os apetitosos camarões ele foi fisgado pelos anzóis. 

                Isso me lembra alguns versículos da Palavra de Deus, vejam:

"...cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte." Tiago 1. 14-15

“Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” Isaías 59:2 

                Quero encerrar essa reflexão com o refrão de uma música muito bonita de uma  cantora evangélica:

“Distante de ti senhor não posso viver. 
Não vale a pena existir!”

                Que seja esse o nosso pensamento! Amém!
Pr. Élio Morais